Nuclear ou Sustentar?

30 mar

Vamos supor, você está procurando um lugar para morar, e encontra duas opções: em uma delas, o lugar é muito limpo e agradável, possui uma natureza exuberante que sempre te oferecerá recursos e dificilmente algum perigo poderia te atormentar. O outro lugar possui uma natureza desgastada e não é muito agradável de se viver, além disso, é extremamente perigoso, possui uma bomba-relógio que pode explodir a qualquer momento, porém esse lugar é bem mais barato do que o outro, mas você tem condições de comprar qualquer um dos dois. Então, acho que pra maioria a escolha seria óbvia.

Não vale a pena arriscar a vida por questões financeiras, afinal de contas, tens dinheiro para ter uma qualidade de vida maior, certo? Agora olhando tudo isso em uma escala maior… O que acontece com nosso mundo parece ser o oposto. Principalmente tratando-se da questão energética.

Para os nossos governos a questão financeira parece estar muito acima da qualidade de vida, aliás, da própria vida. É evidente também, que são as grandes corporações que mandam nisso, e nós, o povo, não tivemos escolha sobre qual fonte de energia queremos em nosso país. Além disso, as informações são escassas, e somos levados a acreditar que tem que ser assim e que não há outras opções. Porém, existem sim muitas alternativas energéticas muito mais limpas e seguras do que as que estão em vigor hoje em dia. São fontes renováveis que não irão destruir nosso planeta, como o sol (energia solar), o vento (energia eólica), o mar (energia maremotriz), o interior da Terra (energia geotérmica), entre outras. Com certeza, em qualquer país do mundo, pelo menos uma dessas fontes seria viável. No caso do Brasil, há grande potencial para a energia solar, eólica e maremotriz.

Por que, então, um país com tanto sol, vento e mar, continua investindo numa usina tão evidentemente perigosa como a nuclear? O buraco é fundo e os interesses estão muito além do que realmente é melhor pro nosso país. Mas o fato é: o acontecimento no Japão provou de uma vez por todas que essa é uma usina extremamente perigosa que põe toda a a população em risco.

Estamos em tempos turbulentos. Muitos terremotos, muitas enchentes, muitos desastres acontecendo um atrás do outro. Isso não é normal. Não diriamos que é o fim dos tempos, há muitas interpretações vindas de correntes espirituais,  filosóficas e cientificas com diferentes versões sobre o que ocorrerá no mundo em tempos que estão muito perto de chegar, ou melhor,   já chegaram. Se há uma probabilidade crescente de ocorrerem grandes desastres de agora em diante, não é fato de que as usinas nucleares são um grande agravante? Se o apocalipse existir, não seria por causa das usinas nucleares, que juntas, podem acabar com a população de quase todo o mundo?

Esse assunto nos remete, de passagem, a diversas linhas espiritualistas e cientificas, que citam as transformaçoes pelas quais nosso mundo irá passar neste século. Muitas destas visões citam o Brasil como lugar privilegiado e relativamente protegido de desastres naturais. Curiosamente, algumas vezes vemos um assunto recorrente em tais projeçoes futuras: o fato de a contaminação radioativa causar grandes destruiçoes em um cenário de caos social misturado a desastres climáticos.

Usinas nucleares NÃO precisam de um super terremoto e uma tsunami para terem problemas. O desastre de Chernobyl aconteceu em procedimentos até então considerados seguros, assim como o de Fukishima. Todos os desastres nucleares foram devidos a combinaçoes de erros não previstos, o que torna praticamente impossivel evitar um futuro desastre.

No Rio de Janeiro encontram-se as duas usinas nucleares do Brasil. Sem qualquer planejamento de evacuação das cidades proximas ou proteçao contra falhas simples, como por exemplo falta de energia nas bombas de resfriamento*. Basta uma pequena sucessão de falhas, e teremos em todo o estado uma hecatombe nuclear, deformando e condenando 20 milhoes de pessoas e seus descendentes a deforminades e possivel morte. Isso não são apenas suposições, são possibilidades e tambem um convite à reflexão.

O recente desastre no Japão e a evidente fragilidade nos sistemas de segurança destas usinas nos mostram o perigo que corremos. É hora de lutar contra os projetos de novas usinas nucleares num país rico em sol e ventos, hora de pressionar as autoridades por fontes limpas e renováveis de energia. Hora tambem de pesquisar mais sobre o assunto, que é muitíssimo mais amplo do que foi escrito aqui. E de tomar as próprias providências, como investir em fontes renováveis para sua própria casa, e é claro, fazer o máximo pra se manter distante dessas usinas.

*A diretoria da usina cogita construir uma pequena hidreletrica para suprir essa possivel falta de energia, mas o projeto continua em discussão, sem previsão de implementação.

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